
Eu detesto este papo ativista, pró meio ambiente. E acho que o papo mesmo todo mundo odeia, como tudo que é politicamente correto. Mas, apesar de não fazer a linha “defensora da ecologia” eu tenho, sim, vários cuidados no dia-a-dia para diminuir meu impacto.Sem me alongar muito aqui (para não ser chata, acho que todo mundo ta careca de saber o que tem que fazer e se não faz, eu só lamento, porque é por pura preguiça e egoísmo), depois de diminuir o uso de água e energia e optar por alimentos orgânicos, passei a abdicar das sacolinhas de plástico.
Como todas as outras coisas do be-a-ba da etiqueta ecológica, sabemos que essas sacolinhas (de supermercado, drogarias e locadoras) são umas pragas e demoram zilhões de anos para se integrarem novamente ao meio-ambiente. Enquanto isso não acontece, elas ficam como resíduos, que ficam ocupando espaço nesse mundo, que já até apertado.
E olha só que surpresa: quando optei por desencanar das tais sacolas, acabei ganhando também em praticidade e em estilo. Explico: tem coisa mais não-prática que ir ao supermercado? Outro dia almoçava com um amigo, o Gabriel, que estava praguejando por ter ido morar em um apartamento (e não numa casa). Para ele, a pior hora de encarar o prédio era na hora das compras.
- A quantidade de vezes que você manipula as compras é insuportável! Você tira da prateleira e põe no carrinho. Tira do carrinho e põe no caixa. Tira do caixa e põe cada produto em uma sacolinha. Poe no carrinho de novo. Leva até o carro. Tira do carrinho e põe no porta-malas. Vai pra casa. Tira do porta-malas e põe no carrinho do prédio. Sobe de elevador. Tira do carrinho e põe na sua cozinha para finalmente guardar. É um absurdo!
De fato, é um absurdo. Mas olha só como a vida do Gabriel poderia ser mais prática. Eu desisti das sacolinhas, comprei duas sacolonas daquelas de feira supercoloridas (gente, acho lindas aquelas sacolas!). No super, tenho que fazer tudo o que o Gabriel faz, mas em vez de segurar umas 30 sacolinhas, duas de cada vez, manipulo somente duas sacolas.
A praticidade fica ainda mais evidente quando eu chego em casa (eu moro numa casa que tem uma escadona até a porta de entrada) e não tenho que subir 900 vezes da garagem pra sala carregando sacolinhas. Levo as duas sacolas de uma vez ou, se estiverem mega-pesadas, uma em cada leva. Em duas idas, matei a chatice.
E eu pareço um ET de Varginha com as minhas sacolas de feira no supermercado. NUN-CA vi uma alma fazendo o mesmo que eu. Por que será? E olha, desculpa tem de monte. Além da questão ecológica-blablabla, se você não achar que as sacolas de feira (DEZ REAU cada) não são bonitas, vários estilistas bacanudos já fizeram sacolonas para esse fim, as chamadas shopping bags.

As que aparecem nesse post você encontra aqui.
23:44 | Comentários (0)
Hoje estava indo para o trabalho e ouvindo a Band News (adoro). Entra aquele programa da Inês de Castro que fala de vaidade, beleza, faminices (adoro II). O papo do dia é homens se cuidando etc e tal. Daí a mulherada do programa comenta que é superbacana o cara que se cuida, que esse negócio de metrossexual é bobagem, que o cara passar creme todo dia não pega na-da. Do alto do meu poder de ouvinte, concordo assentindo com a cabeça.
O programa evolui. Chamam um doutor dermatologista (sinto, mas não recordo o nome do sujeito). Ele diz que isso de creme é coisa do passado, que todo homem usa já. Que a grande ruptura agora é a maquiagem para eles.
PÁ-RA TU-DO.
Primeiro, todo homem já usa quem cara-pálida? Tem um homem lá em casa e fazê-lo usar um simples protetor solar é uma tragédia grega em cinco atos.
- Põe, amor, que se não você se queima.
- Mas não tá sol! (e o sol rachando)
- Lindo, tem que usar, mesmo se estivesse nublado. O mormaço também queima!
- Mas gruda no pêlo!
- Não meu chuchu, eu trouxe esse aqui de gel-tecnologia-nova-que-não-gruda-nos-pêlos, tá?
- Tá, mas você passa em mim então.
- Tá bom, vem aqui…
- Mas é fator 30? Não tem menor?
(E assim segue a rebeldia por tempo indefinido).

Outro dia resolvi que ia fazê-lo usar cremes. Cremes mesmo, um anti-ruga para a região dos olhos, um noturno com vitamina C, um diurno com fator de proteção 15 e um pós-barba que deixa a pele maravilhosa. Chego em casa com um kit fabuloso.
- Você vai usar?
- Você vai passar em mim?
Começou o drama. Mil conversas de você-tem-que-se-cuidar (e alguns dias) depois…
- Você tá usando?
- Fico confuso. Não sei qual que tem que usar quando…
Colei etiquetas enormes em todos os produtos e anotei com caneta piloto vermelha: “DIA”, “NOITE”, “NOITE - NOS OLHOS”, “DEPOIS DE BARBEAR”.
Isso naturalmente não garantiu que ele usasse com freqüência.
- Ah, eles ficam no armário. Eu esqueço…
Então, o doutor que me desculpe. Talvez os pacientes dele – vejam bem, são homens procurando um dermatologista, então já estamos falando de um segmento específico da ala masculina da sociedade – já usem e achem isso natural e cotidiano. Mas a maioria eu aposto meu creme anti-olheiras que não! Eu particularmente não conheço homens que se cuidem assim com tanto esmero como nós mulheres estamos acostumadas a nos cuidar.
Isto posto, vamos onde o doutor queria chegar: maquiagem. Maquiagem masculina, veja só você. Olha, na ALÔCA, um inferninho-sucesso na Frei Caneca é super usual. Na ala emo da galeria do rock também. E nos idos do saudoso Madame Satã, reduto gótico, também era, assim, algo muito trivial. Mas e no supermercado? E na firma? E no jogo de pôques? Será que alguém usa? Não sei, não…
E mais: duvido que os homens estejam assim tão aptos a usar maquiagem. Obviamente não estamos falando aqui de sombra ou rímel e sim de corretivos e bases faciais. Eu estava achando aquilo super improvável enquanto ouvia aquele papo no rádio.

Mas daí o repórter do tal programa foi às ruas e perguntou a dois sujeitos o que eles achavam de usar maquiagem. “Ah, eu usaria, se fosse só pra cobrir uma olheira ou uma espinha”. O outro “olha, se fosse prum trabalho, eu botava” (não sei de qual tipo de trabalho o cidadão estava falando, fica aí a dúvida). Me surpreendi!
E eu já disse que trabalho na redação de uma revista masculina. E olha só que coisa: outro dia meu chefe, após fotografar em estúdio (com direito a produção) para uma foto da equipe, me confidenciou:
- Maquiagem faz muita diferença, né?
- Opa se faz!
- Quando ele (maquiador) terminou e eu me vi no espelho, perguntei na hora: quanto tempo dura isso?
Meu chefe curtiu ser maquiado! Me surpreendi de novo!
Fiquei então com duas dúvidas: os homens estão mesmo aptos a usar maquiagem?
E nós, mulheres, estamos prontas para aceitar homens que se maquiam?
O que vocês acham?
1:47 | Comentários (5)
Sabe quando você vai viajar e a praia (ou campo, ou sei lá) não chega nunca? Existem mil formas de passar o tempo, mas a minha preferida disparada são as brincadeiras infanto-juvenis - no maior estilo “gererê-gererê”, “advinha quem é”? etc e tal. Outro dia, numa dessas viagens aparentemente intermináveis, perguntei pro meu marido:
- Se fossem fazer uma história da nossa vida, que atriz você acha que deveria me interpretar?
Uma cara de “você é maluca?” depois, ficou combinado que a atriz deveria sim ser um pouco parecida fisicamente, mas o mais importante é que ela passasse a mesma impressão de pessoa que eu sou (trejeitos, estilo, “aura” blábláblá).
- A Penélope Cruz.

Achei uma graça. Penélope Cruz! Olha só, meu marido me ama mesmo rs. Continuamos com nossas amigas:
- E Ana Rosa?
- Ah, ia ser a Julia Roberts.
- E a Tati? A Tati ia ser a Cameron Dias, né?
- Isso, boa. E a Larissa hein?
- Poxa, a Larissa é fácil, é a Kristen Durst.
Continuamos com a gracinha e depois discutimos se ele próprio seria o XXX ou o George Clooney (pois é), mas ambos concordamos que não dá pra brincar disso com homem porque é bem mais difícil (eles têm menos elementos que compõem o visual e têm menos trejeitos. Pelo menos em alguns casos!).
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Semana passada, na redação da revista em que trabalho, ficamos falando sobre aquelas seções “separados no nascimento” que eles estavam planejando fazer. Óbvio que, numa redação de pavões que somos, ninguém ficou satisfeito com seu “sósia”. E a Camis, a estagiária, gritou da baia dela: “achei um site que mostra que famoso você parece”. Frison imediato. Parem as máquinas!
Você entra no site, faz um upload de uma foto sua bem de rosto e o sistema faz uma “leitura” do seu visual. Segundos depois, aponta que famoso você é. Ir-re-sis-tí-vel!
Pego a foto feita para a tal seção dos “separados”. Clico aqui e ali e…

Não é que esse programa me ama também?
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E hoje no UOL Tecnologia tem um especial de softwares que tá sucesso. Basicamente todos são simuladores de mudanças no visu. Em um você aplica a maquiagem, no outro, faz mudanças plásticas, como cor da pele e dos olhos. No mais legal deles, você simula como ficaria com o cabelo (entre outros “itens”) de uma celebridade, como, por exemplo, da Penélope Cruz!

Se joga!
1:48 | Comentários (3)
Engraçado que é só chegar numa estação mais quentinha, que todo mundo fica louco pra se cuidar: prega a dieta na porta da geladeira, mantém a depilação em dia, fica assídua na academia, compra um pacote de drenagem linfática…
Mas moça espertinha mesmo, aproveita é o inverno pra se cuidar. Como a gente fica mais tapadinha e o sol é mais fraco, não rola de ir à praia etc, dá para usar os três meses para um super upgrade. Quem dá o truque, chega na primavera já muito mais bem-cuidada.
Em dúvida sobre o que fazer? Eis três sugestões de coisas bacanas que você pode fazer por si mesma na estação mais fria do ano.

Renovar a pele
E isso vale para qualquer pessoa, de qualquer idade e para todos os tipos de pele. Quem tem problema sério de acne pode começar aquele tratamento com remédios (tudo com a ajuda de um médico, pelamor), pois eles, no princípio, estimulam ainda mais a “saída” das impurezas (ou seja, você fica ainda mais chokito que antes). A vantagem do inverno é que você não vai tomar sol forte (olha o protetor!) e, portanto, corre menos risco de ficar com a pele marcada. Outra opção é aproveitar para fazer um peeling.
Se a sua vontade é retirar manchas de sol ou de idade, a estação também é a ideal. Eu mesma fui à minha derma e ela me passou um creme manipulado com ácido. Minha pele descascou horrores, ressecou e agora está bem fininha (e sensível). Estou usando um protetor com fator de proteção bem alto todos os dias enquanto faço o tratamento e outro dia até fui para a praia! (de chapéu, claro). No verão, isso seria impossível.
Mesmo se você tem a pele ótima, certeza que ali no cantinho do nariz tem uns cravinhos, tem não? Então, agora é a hora de tirar. Marque uma limpeza de pele e deixe a esteticista futucar bastante, que depois você vai passar uns bons dias longe do sol se recuperando.

Acertar a depilação
No verão, fica aquele frenezi para ir para a praia, para a piscina e nem sempre dá para tirar os pelinhos da maneira correta (ou seja, esperar crescer direito, para depois arrancar com cera).
O que a gente acaba fazendo? Depilando quando só metade cresceu (aí os pelos mais curtos encravam ou se partem) ou, pior, raspando. Já que ninguém precisa ficar de mini-saia aos 15 graus (não precisa, né?), aproveite e faça direitinho (completando o cuidado ao passar uma pedra pomes de leve nas regiões em que os pelos encravam).

Desintoxicar
Tá com uns quilinhos a mais? Andou exagerando nas comidas gordurosas e/ou na bebida? Faça uma desintoxicação a base de sopas, pois uma sopinha cai superbem nos dias frios.
Existem “N” receitas em livros, em matérias coordenadas por nutricionistas e modismos malucos que são divulgados pela net. Acho que vale cada uma procurar a receita que mais lhe cai bem, mas desde já listo aqui alguns conselhos (coisas que aprendi com meu nutricionista):
- opte pelas sopas de legumes frescos, feita em casa e preferencialmente orgânicos. Não acrescente manteiga nem creme-de-leite.
- tempere com o mínimo de sal, que é um grande retentor de água (e o que você quer é exatamente o contrário: eliminar o máximo de líquido e, junto com ele, as toxinas).
- não adianta nada cortar o sal e abusar do shoyu, que também é cheio de sódio. Caldos e sopas prontos também são um veneno para quem quer desintoxicar, não inclua nenhum deles na receita da sua sopa.
- os especialistas recomendam que dietas líquidas (tipo essas que a gente só toma sopa) não devem durar mais de três dias. Além disso, nutra-se bastante, tome vitamina de manhã, beba um iogurte batido no lanche e um copo de leite antes de dormir. Sucos também vão bem e garantem as vitaminas.
- Encha uma garrafa térmica com chá verde e vá bebendo ao longo do dia. Ele ajuda a acelerar o seu metabolismo e estimula a diurese. (Existem outros vários chás, cada um com uma propriedade, aos quais você pode recorrer, mas vou deixar isso para um próximo post, tá?)
Bom findi!
0:01 | Comentários (1)
Depois de dois posts chochando Crocs e galochas (ok, aqui foi mais uma auto-chochação mesmo), nada como fazer as pazes com os pisantes. Demorou um tempo, mas eu cheguei naquela fase da vida que o que vou botar nos pés é tão ou mais importante que o que eu vou vestir, dependendo do look.
Nunca tinha sido uma adicta dos sapatos, mas agora sou fã – apesar de me controlar bem pra não me transformar naquelas pessoas que têm mais sapatos do que é possível guardar no armário de casa.
De qualquer maneira tem dois calçados que estão na minha wish list atualmente. Vamos a eles.
Vans

Eu acho incrível porque ele vale como um intermediário entre um All Star Converse básico e aqueles sneekers (mais um nome da série “novas nomenclaturas para as mesmas coisas”, mas beleza) da Nike que são sensacionais, mas nada discretos. Existem vários modelos de Vans, mas o que eu curto mesmo é esse Sk8. O que está na minha mira é o preto, mas pode ser que eu finalize no vinho, que é lindo, lindo, lindo. Vai bem com calça skinner, legging (pra quem é sequinha), short jeans (num visu mais largadão) e até com jeans e terninho. Eu sei que é meio punk-rocker, mas eu curto o look. É por um lenço ou xale no pescoço e já era (pode desfilar de moderninho por aí, hahahaha).
O preço do Vans também é intermediário. Não sai por R$ 100 como o Converse de couro (outro pisante muito legal e que faz mais bonito que o tradicional de lona), nem aquelas fábulas que custam os sneekers (sempre R$ 350 ou mais, exceto em liquidações). O pretinho sai por R$ 210 e eles vendem pelo site da marca. Também existem versões especiais supercoloridas, mas aí são tão caras quanto os sneekers.

Sapatilhas de ballet

Ok, é Amy Winehouse wanna be, mas e daí? Ela adotou e eu curti. E pouca gente sabe, porque eu nem faço a linha mesmo, mas eu pratiquei balé durante oito anos. Tenho o maior apreço por sapatilhas. Andei vasculhando na net e vi sites que fazem sob medida, então a gente não tem que se prender ao rosinha da Amy. Pode ter uma sapatilha…vermelha! Luxo vai?
Deixando de lado essa magreza angustiante da cantora, a própria Amy dá muitos exemplos de looks possíveis com as sapatilhas.
Com jeans

Com bermuda

Com vestido

E o meu duo preferido, que é saia lápis de cintura alta (outra peça que a Amy usa muito) com as sapatilhas, eu não achei nenhuma foto de corpo inteiro 
19:04 | Comentários (0)

E eu que tô feliz da vida porque finalmente vou fazer um curso de gastronomia que paquero de longa data, na escola de um dos melhores chefs de cozinha do Brasil. Entro no site da instituição, toda pimpona, para ver o calendário das aulas. De antemão, me surpreendo.
Exigências:
- O aluno deverá estar uniformizado com doma branca, avental branco, calça preta ou xadrez e sapato preto ou tamanco de cozinheiro (não será permitido tênis, chinelo ou outros tipos de calçados).
- É necessário trazer uma faca pequena de 3″ ou 4″, uma faca grande de 8″ ou 10″ e um descascador de legumes.
- Por questões de higiene, não será permitido o uso de relógio, brincos, anéis e pulseiras nas aulas.
- O uso de touca é obrigatório em cabelos longos.
Heim? Tamanco de cozinheiro? Mas que diabos?
Meio sem graça, já dando brecha da minha inexperiência profissional em cozinhas, escrevo pra mocinha que me enviou as fichas de inscrição.
*****
Oi Daniela, queria confirmar minha participação nos módulos X e Y, segue anexada a ficha de inscrição e aguardo os dados bancários para pagamento do curso.
Obs: desculpe, mas o que é um tamanco de cozinheiro?
******
E a Daniela gentilmente me explica que são os sapatos específicos para cozinhas, que são antiderrapantes etc e tal e que são vendidos na mesma casa de uniformes onde eu teria que comprar a doma (aquela blusa de chef, que, cá pra nós, eu sempre achei que tem uma golinha meio oriental) e a calça preta ou xadrez (que, apesar de super up to date com as tendências, não pode ser qualquer uma, deve respeitar aquele padrão branco com xadrezinho preto bem pequeno). Daí ela termina assim:
…mas os tamancos estão sendo substituídos por muitos chefs por Crocs e você pode optar por eles também.
Gelei.
Gente, eu sei que tem a questão do conforto e tal. E além da questão do conforto tem a segurança. Outro dia eu ouvi de um cara conhecedor de esportes em geral a história da origem dos Crocs (foram inventados para iatistas e velejadores, pois a água dos mar que sobe no barco não fica presa dentro do sapato, além do fator anti-derrapante) e achei super simpática e tudo o mais. Mas gente. GEN-TE. Se tinha uma coisa que até outro dia eu podia jurar de pé juntinho que nunca ia vestir na vida era um Croc. Olha, nada contra heim? Quem quiser que use e tá tudo certo. Mas sabe quando você…acha horrendo?

Pois é, e agora esse chef francês radicado no Brasil vai me fazer usar um. Vou comprar, claro. Entre um tamanco X (honestamente não consigo visualizar até agora) e um Croc, vamos de Croc né?
E olha, confesso que depois do e-mail da Daniela, quando finalmente percebi que teria que baixar a guarda pros Crocs, tô até esperando esse momento de peito aberto viu? Andei até pensando que cor ia comprar (isso é legal, tem mil cores), mas já me conformei que vai ter que ser preto, porque o chef é brabo e se eu apareço com um croc roxo pra criar dar um up na coordenação de cores da minha doma branca de da minha calça xadrez, capaz de tomar um pito daqueles dignos de Hell’s Kitchen. Eu heim…

Mas pelos menos…
Sei que estarei de Croc e tudo, além de sem acessórios e de touca (meu pai…) mas sempre poderia ser pior. Agradeço a pessoas como Dado Dolabella que sempre me fazem pensar assim.
18:38 | Comentários (7)
Depois de três dias acamada com algum raio de vírus (quando o médico não sabe dizer ao certo o que é, sempre é “um vírus”, já repararam), estou de volta. Ontem não deu nem pra sentar e postar, então hoje tem post em dose dupla, ok?
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Ontem foi mais um dia “de molho”, em que assisti dois talk-shows, três documentários e um sem-fim de seriados. Criei raízes na cama! O que me espantou é que durante o meu looongo zapear reparei que existe uma quantidade enorme de programas tratando da obesidade, a maioria no estilo “vai, emagrece meu filho”. Mesmo não sendo nem de longe o meu caso e nem sendo próxima de algum obeso com o qual poderia particularmente me preocupar, assisti a três deles.
Programa 1: Oprah
A apresentadora mais famosa dos EUA dedicou todo o seu programa ao tratamento da obesidade. Ao lado de um nutricionista/personal, ela defendeu um sistema de emagrecimento específico que previa um contrato – e o gordinho precisaria assinar e cumprir à risca -, chamou três ex-obesos no palco que contaram sua história de sucesso ao perder duas de mim cada um (“no Mississipi tudo é frito, até os legumes, e eu cheguei a pesar 170 kg…”) e ainda mostrou um ex-gordo que tinha emagrecido e depois largado-mão da dieta e tinha voltado a engordar, sendo portanto, um novo ex-magro. Obs: Oprah, ela própria uma gordinha, disse que os problemas da tireóide que ela tinha até o ano passado tinha sido resolvido e que agora não tinha mais desculpa para não perder peso. A ver!
Programa 2: X
Pois é, esqueci o nome. Mas era uma nutricionista loirinha e sorridente que ficava vasculhando esses livros e invencionices de dieta, tipo dieta de Beverly Hills, da sopa, da UPS, do diabo a quatro. Daí ela tentava entender como funcionava a tal dieta, entrevistava o criador, apresentava os prós e os contras daquele programa e depois arrumava um cristo (gordo) para seguí-lo com as devidas adaptações feitas por ela. O mais maluco é que a nutricionista em diversos momentos do programa confessou que não cozinhava nadica de nada. Como alguém pode sugerir que outra pessoa coma uma batata doce, uma sardinha e um tomate numa refeição se não mostra uma alternativa gostosa de preparo para esses ingredientes?
Programa 3: Perder para ganhar
Duas famílias de obesos competem para ver quem perde mais peso. As duas passam semanas malhando e fazendo dieta sob orientação dos profissionais que participam do programa. No fim, todos os membros da família são pesados na frente das câmeras e da platéia, A família que, somada, perder mais quilos, ganha. Fim.
Ok, são três programas voltados ao público americano que sem dúvida é o mais obeso do mundo, mas é alarmante, né? Ou só eu que acho? Em todos os casos havia dois fatores em comum: a fast food e as doenças – cardíacas, diabetes, hipertensão, entre outras – presentes na vida dos participantes.

Parece que os americanos passaram a comer duas vezes mais fora de casa desde a década de 70 e que esse hábito, somado ao surgimento das cadeias de fast food, criou uma nação de gordos. O tal do personal da Oprah disse que a obesidade já está ultrapassando o tabagismo, até então a maior causa de morte evitável nos EUA.
E daí a gente pensa, “ah, mas isso é lááááá nos EUA”. Aham. Quem tem cerca de 30 anos sabe que o número de obesos que a gente vê hoje nas ruas no Brasil é absurdamente maior que quando tínhamos dez anos de idade. Sabe também que fast food eram umas duas redes e que foi recentemente que passamos a contar com as praças de alimentação e um número enorme de opções de comida rápida, gordurosa e em porções tamanho GG.

Outra prova de que estamos chegando lá? Outro dia, num ônibus em SP, olhei para o adesivo que demarca o assento de deficientes e idosos e o que vi?

Pois é, agora é oficial: obesidade é uma deficiência.
Olha, sem neurose, mas são coisas para se pensar na hora de lidar com a amiga gordinha, com o filho que ama o tal lanche feliz, com a mãe que não desencana das frituras diárias.
E falando isso aqui? Porque além de, antes de tudo, ser uma questão de saúde, a obesidade é também um arrasador da aparência e da felicidade das pessoas. Quando vi as fotos do “antes” dos gordinhos que apareceram na Oprah e eles próprios surgiram no palco, felizes da vida, com uns 100 kg a menos, achei aquilo tocante. E as pessoas não falavam primeiro nem do número da calça nem do mais bonitas que estavam, porque aquilo era evidente (as pessoas ganham um rosto, antes mascarado pela gordura, isso é o mais impressionante). Elas disseram coisas como “agora consigo caber no carrinho da montanha russa” ou “agora consigo ter fôlego pra brincar com meu filho de quatro anos”.
14:07 | Comentários (1)
Quando eu estava vendo as fotos de desfiles de moda praia, uma das muitas meninas lindas me chamou a atenção. Impressionantemente segura, ela desfilava com um sorrizinho malandro no rosto, que destoava da cara blasé que a maioria das modelos adora fazer.

De oclão já achei superestilosa. Depois vi sem, com uma sombra verde contrastando com sua pele – negra, meio índia, aquela coisa inexplicável e sedutora que é a cara do Brasil.

Emanuela, no desfile da Salinas, no Fashion Rio
Ela chama Emanuela de Paula e é, na minha humilde opinião, o maior expoente entre modelos brasileiras. Um amigo me mandou um site engraçado chamado Chickipeadia (uma brincadeira com chicki – gata, na gíria do inglês – e wikipedia – a enciclopédia comunitária mais famosa do mundo). Fui testar: Emanuela de Paula + search. A resposta? “The Next Big Thing to come out of Brazil!” . Assim, com exclamação e tudo. Precisa traduzir?
O site está certo – ou os colaboradores que tratam de fazer seu conteúdo. A pernambucana de apenas 18 anos é na nova Angel da Victoria’s Secret (só is-so).

Vem aí um novo estrelado nome para representar o Brasil nas passarelas gringas.
0:04 | Comentários (1)
…“mas não consegui”. Porque a gente faz de um tudo pra ficar mais bonita, né minha gente? Mas não somos infalíveis. Eu não sou, você não é, a botocada Nicole Kidman não é.
E nessa trajetória de colaborar para o próprio visual, a gente acerta váááárias, mas dá umas derrapadas também e isso é mais do que normal. Afinal, não somos todas iguais, o que dá certo pra uma não necessariamente vai vingar pra outra, cada corpo-metabolismo-estilo-de-vida é um etc e tal.
E eu vivo dividindo aqui com vocês os meus “acertos”, mas nem de longe minhas investidas têm 100% de aproveitamento. Este ano mesmo tive três “projetos” (adoro) de melhoria que foram um fra-cas-so. Vamos lá, momento mea culpa, porque falar o que “não dá certo” é tanto um serviço de utilidade quanto o que dá:
Não depender do salão
Amigas, odeio salão. Pronto, falei. Não gosto mesmo, fazer o que? É lógico que eu adoro quando o cabelo tá com o corte em dia, quando a unha tá feita, quando os pelos (por que tê-los?) estão devidamente arrancados. Mas o momento do salão em si, aquele ato de chegar, dar nome, esperar “só uns dez minutinhos que ela já vem”, o papo besta sobre tempo/novela me dá uma…preguiça!

E pra mim é pior ainda porque não tenho rotina. Não existe essa coisa genial que ter, como minha tia e minha avó, um horário fixo tipo “toda a quinta às nove eu faço pé e mão com a Lourdes”. Não dá. Quando eu tenho um brechinha é que eu corro lá, e daí nenhuma manicure tem horário livre e eu fico esperando e tudo aquilo que era chato fica ainda mais chato porque dura o dobro do tempo. Sensação de perda de tempo absurda. Já tentei ler revista, livro cabeção, ouvir i-Pod. Nada melhora.
Feito esse desabafo, voltemos ao “projeto” (adoro). Eu quis me livrar do salão. Óbvio que não 100%, mas freqüentar o mínimo possível, tipo uma vez por mês. Nessas, aprendi a depilar a sobrancelha, a fazer a mão e até o pé. Mas a cutícula, por mais bifes que eu tenha me arrancado treinando, ainda não ficava legal. Então resolvi que não ia tirar mais, só dar uma empurradinha. Mas se você não tira, nasce pelinha e você puxa, incha, inflama, é o terror. Reclamei p’ruma amiga que disse que não é assim, de uma hora pra outra, que tem que ir tirando cada vez menos a cutícula, aos poucos, até que uma hora você não precisa tirar mais. Cruzes, deixar de tirar a cutícula é como abandonar um vício!
Mas resolvi aceitar o conselho. Tirei cada vez menos em casa e, quando ia ao salão falava “tira o mínimo possível de cutícula, to querendo parar, ok?”. Beleza. Daí umas duas vezes esqueci de avisar, a moça arrancou toda a cutícula no talo. Voltei pra estaca zero – e ainda estou aqui, dependendo do salão.
Clarear os dentes
Meu dente até que é bem branquinho, mas os caninos são um pouco mais escuros e eu fiquei com vontade de clarear. Fui num dentista (não no Dr. Rodrigo), que me sugeriu clarear todos, que ia ficar liiiiiiiiindo.

- Você quer laser ou moldeira?
- Heim?
- Laser a gente clareia tudo em uma sessão, moldeira a gente faz uma plaquinha de acrílico que você vai colocar uma pastinha ácida e passar duas horinhas por dia durante um mês.
Meu dentista tem esse hábito irritante de falar tudo no diminutivo, que me fez achar que clarear os dentes ia ser uma coisa, assim, muito sussa.
- Quanto é o laser?
- R$ 800
- E a moldeira?
- R$ 350
- Opa, moldeira ta óóóótimo.
Fiz o diabo da moldeira num dia. Ficou pronta na semana seguinte. Fui buscar, paguei, peguei a moldeira e o ácido “que tem que fica na geladeira, ok?” e levei pra casa. Para não bancar a monstra à noite e manter uma certa dignidade junto ao Odisseu, preferi usar durante o dia. Na manhã seguinte, botei.
Gente, na bo-u-a? Não consegui ficar nem 20 minutos. Aliás, nem cinco. Terrível, gosto horroroso, vontade de vomitar. E olha, não é frescura, pois usei aparelho – móvel, fixo, todas as modalidades) durante OITO anos de infância e adolescência (sim, eu era tipo a Mônica). Conclusão? Pra eu ter dentes brancos, tenho que pagar R$ 800, se quiser.
Seguir uma dieta ortomolecular
O legal é que esse foi um dos meus primeiros posts aqui e dá pra ver como eu estava empolgaçada com a possibilidade de seguir o mesmo caminho que Priscila Fantin e outras beldades que afinaram horrores e “culparam” a dieta ortomolecular. É, pra mim não deu. E vou explicar por que:
- Você realmente não passa fome, pode comer a quantidade que quiser dentro de suas restrições e ordens alimentares. O problema é que essas regras são muito rígidas e deixam o seu cardápio mega restrito. Eu, por exemplo, não podia comer tomate. E à noite tinha que comer só carboidrato, sem nenhum tipo de proteína. No que eu logo pensava? Espaguete ao sugo. Mas tem tomate, não pode. Batata recheada. Ah, mas tem queijo, que é proteína, não pode. Resultado? Quase todo dia comia yakissoba de vegetais ou sopa de legumes (sem tomate).
- É caro. Ser vegetariano é caro, pois os produtos à base de soja são tidos como especiais aqui (nos EUA e na Europa existem seções voltadas para vegetarianos e vegans). Ser orto é mais ainda, pois se você tem sangue tipo A, como o meu, você vai ter que se munir desses alimentos, além de adquirir um sem-fim de remédios e complementos alimentares. Descobri que os meus até que eram baratos quando fui jantar com uma amiga que disse ter gastado mil reais em pílulas receitadas pelo ortomolecular.
- O resultado aparece a longo prazo. E isso é muito desanimador. Porque você ta lá naquela dieta doida de yakissoba à noite e pasta de tofu de manhã e shake de proteína de lanche e quer que algo aconteça (e logo) pra continuar te motivando a seguir com aquilo. Eu segui rigidamente a dieta por mais de um mês e quando voltei ao médico, minha taxa de gordura não tinha mudado nada. Aliás, tinha aumentado um pouquinho.
- Notei algumas mudanças, claro: a pele melhorou, o intestino, o sono. Mas nada tão significativo que me fizesse persistir com aquilo que me restringia tanto.
Conclusão: Se tivesse feito uma dieta bê-á-bá tinha perdido ao menos uns dois quilinhos e tava bom, pelo menos para encarar mais um tempo ou achar que o esforço tinha valido a pena.

Mas moço, aqui não tem nada que eu possa comer…
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Tenho certeza do incrível poder de concretizar anseios das leitoras deste blog, mas aposto meu creme dental branqueador (rá) que todo mundo tem uma historinha de desilisuão com métodos/regras/procedimentos. Divida seus fracassos nos coments.
22:34 | Comentários (4)
Olha se não é inusitado/divertido:
Uma empresa de eletrodomésticos (!!!) vai promover o 1º Fórum Internacional de Blogueiros de Moda no Brasil, no próximo dia 16/07, das 14h às 19h, no Planetário de São Paulo, reunindo seis blogueiros brazucas e gringos que tratam de moda e afins.
Quem vai mediar o bate-papo, que vai tratar da blogsfera, aqueles assuntos de “do it yourself” e tals é o CQC Marcelo Tas (sou fã, mas achei particularmente engraçada a escolha). A discussão é restrita pra convidados, mas 30 pessoas podem se cadastrar para assistir (respeitando, de acordo com a divulgação do evento, o critério de ordem de inscrição).
Os blogueiros convidados/palestrantes são:
Glauco Sabino (www.descolex.com)

Jornalista que atualmente escreve para o blog-site da editora de moda Lilian Pacce.
Guilherme Valadares (www.papodehomem.com.br)

É criador e editor chefe do blog “Papo de Homem”, que aborda temas como esporte, gastronomia, internet, cinema, carreira e desenvolvimento, dentre outros.
Victor Ângelo (www.dusinfernus.wordpress.com)

É redator do Programa da Hebe, no SBT, e colunista da Revista da Folha.
Melissa De Leon (www.panamagourmet.blogs.com)

Nascida no Panamá, é formada chef de cozinha e em seu blog combina a arte de cozinhar e o amor pela tecnologia.
Susanna Lau (www.stylebubble.typepad.com)

Blogueiroa britânica que fala sobre moda, estilo e arte.
Jannine Tann (www.thecoveted.blogspot.com)

Nascida e criada na California, posta sobre design e e estilo.
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Obrigada a todas pelo posts, elogios etc. Pois é, resolvi mostrar as caras. Não faço a linha “fotoblog-de-mim-mesma”, mas já falo tanto de mim que não custa deixar a coisa com um “rosto” né? Bom feri (pra quem, como eu, mora em SP)!
21:51 | Comentários (6)